Lesão no joelho esquerdo tira Rio Ferdinand da Copa, dizem jornais

A preparação da Inglaterra para a Copa do Mundo sofreu um forte baque logo no primeiro dia de treinamento da equipe em Rustemburgo (África do Sul). Capitão da equipe, o zagueiro Rio Ferdinand sofreu uma lesão no joelho esquerdo nesta sexta-feira e está fora da Copa do Mundo, segundo os jornais ingleses "The Guardian" e "The Times".

O "The Guardian" acrescentou que Michael Dawson, do Tottenham, foi convocado a viajar para a África do Sul com o objetivo de substituir o titular.

Após uma dividida com o atacante Heskey nos minutos finais do treino da seleção inglesa na manhã desta sexta, Ferdinand sofreu uma lesão no ligamento colateral do joelho esquerdo. O jogador foi levado para um hospital para a realização de exames. E deixou a unidade de muletas.

Um dos jogadores mais experientes da atual seleção inglesa, o defensor do Manchester United, 31 anos, foi escolhido pelo treinador Fabio Capello como capitão da equipe em fevereiro, substituindo o companheiro de zaga John Terry. O jogador do Chelsea perdeu a braçadeira após o escândalo sobre seu suposto relacionamento com a namorada do lateral-esquerdo Wayne Bridge, do Manchester City.

Ferdinand esperava disputar na África do Sul a sua quarta Copa do Mundo. O zagueiro representou a Inglaterra nos Mundiais de 98, 2002 e 2006.

Com o afastamento do defensor, o meia Gerard deverá ser o capitão inglês no Mundial 2010.

Pirlo sofre lesão muscular e também vira dúvida para a Copa

Andrea Pirlo, uma das referências da seleção italiana, preocupa a Azzurra. O jogador sentiu um problema muscular na panturrilha esquerda no treinamento desta sexta-feira. Segundo a edição on-line do jornal "La Repubblica", é uma lesão de grau 2. A previsão é de que ele vá à África do Sul, mas ainda será reavaliado pelo departamento médico da atual campeã do mundo. O meio-campista do Milan já está fora do amistoso contra a Suíça, neste sábado, em Genebra. Ele foi submetido a uma ecografia.

- É uma lesão muscular que preocupa - disse o médico italiano Enrico Castellacci.

Foi uma sexta-feira de lesões. Didier Drogba, da Costa do Marfim, teve fratura no cotovelo e pode ficar fora do Mundial. O zagueiro Ferdinand, da Inglaterra, também tem presença incerta. Ele lesionou o joelho esquerdo.

A incerteza sobre o futuro de Pirlo na África do Sul surge em momento de contestação da Itália, que perdeu por 2 a 1 para o México na quinta-feira. Os médicos da seleção tetracampeã do mundo devem se pronunciar sobre o problema do atleta ainda nesta sexta. Mesmo que não seja cortado do Mundial, o jogador corre sério risco de perder as rodadas iniciais. O jornal "Corriere dello Sport" informa que o atleta deve fazer a etapa inicial da recuperação em Milão. A Itália vem treinando em Sestriere.

A Itália estreia na Copa no dia 14 de junho, contra o Paraguai, na Cidade do Cabo. Nova Zelândia e Eslováquia são os demais integrantes do Grupo F do Mundial.

Michel Bastos torce o tornozelo, mas CBF afirma que não é grave

Em meio às notícias dos possíveis cortes de Didier Drogba, da Costa do Marfim, e Rio Ferdinand, da Inglaterra, a seleção brasileira também teve seu drama particular na tarde desta sexta-feira, em Joanesburgo. O lateral-esquerdo Michel Bastos torceu o tornozelo direito após travar um chute de Elano, na parte final da atividade.

Ele foi atendido pelo médico José Luiz Runco, ensaiou retornar ao gramado, mas fez fisionomia de dor e balançou a cabeça negativamente. Michel seguiu para o vestiário e, poucos minutos depois, a assessoria de imprensa da CBF confirmou que houve uma torção leve e que, a princípio, ele não preocupa.

Por volta das 18h locais (13h de Brasília), a entidade informou através de nota oficial que realmente a situação do lateral não preocupa.

O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho, contra a Coreia do Norte. Na lista de espera com sete jogadores que Dunga entregou à Fifa, está o nome de Marcelo, do Real Madrid.

Maltrato à Jabulani

Antes, houve um treino de finalização. Luis Fabiano não chegou a beijar a Jabulani, como Kaká disse, brincando, no início da tarde desta sexta-feira. Os jogadores do Brasil preferiram maltratar a bola oficial da Copa do Mundo com pancadas no treino, na Randsburg High School, em Joanesburgo. Os goleiros sofreram.

Quando acertaram a baliza, algo que não foi tão simples, os atletas aqueceram as mãos de Doni e Gomes – Julio Cesar, recuperando-se de dor na região lombar, ficou fora da atividade.

O primeiro chute, dado por Robinho, parou no canto esquerdo de Gomes. Mas, aos poucos, os goleiros começaram a pegar o macete dos arremates violentos. Tirando boas exceções, como Michel Bastos e Maicon, os demais tiveram dificuldades.

MP Eleitoral pede multa a Marina Silva por campanha antecipada

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou nesta sexta-feira (21) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, por propaganda eleitoral antecipada. O MPE pede aplicação de multa à pré-candidata.

De acordo com a representação, Marina Silva teria feito propaganda antecipada em evento realizado no Rio Grande do Norte, no dia 11 de maio, quando ela recebeu o título de cidadã honorária do estado. Na fachada da Assembleia Legislativa, onde ocorreu o evento, uma faixa trazia a seguinte frase: “Marina é a cara do Brasil.”

De acordo com a representação do MPE, a faixa caracteriza propaganda eleitoral antecipada, por ser “um recado direto ao eleitor, uma clara mensagem no sentido de que a representada é a pessoa ideal para ocupar o cargo eletivo máximo deste País” e um caso de “flagrante propaganda eleitoral subliminar”.

Casa seja condenada pelo TSE, o valor da multa pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil. A assessoria da pré-candidata informou ao G1 que não comentaria o assunto por não ter tido notificada e, por isso, desconhecer o mérito da ação. "Ressalte-se, no entanto, que tanto o PV como a própria Marina Silva têm sido ciosos no cumprimento da legislação eleitoral durante esta etapa de pré-campanha", diz nota divulgada pela assessoria.

Fonte: G1

Voto da classe média deve decidir eleição, dizem analistas

Pela primeira vez na história, a classe média brasileira chega a uma eleição como maioria no país. São 31,2 milhões de brasileiros que escalaram a pirâmide social desde 2002, engrossando as fileiras da chamada classe C.

especial classe mediaA família Alves Costa (Foto: Daigo Oliva/G1)

Miolo da sociedade, a classe média representa hoje 53,6% da população brasileira, ou 103 milhões de pessoas. São famílias que recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, segundo cálculos do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Se toda a classe C pudesse votar, e o fizesse em apenas um candidato a presidente, decidiria sozinha a eleição. A hipótese é improvável, mas poucos duvidam do papel de fiel da balança que essa fatia da população terá em outubro.

De olho nos votos dessa nova classe média, PT e PSDB _partidos que governaram o país nos últimos 16 anos_ já disputam a paternidade das mudanças. Qual será, contudo, o impacto nas urnas dessa transformação?

A pergunta divide especialistas consultados pelo G1. Como a classe C se encorpou durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, há quem aposte em um “voto de gratidão” à pré-candidata petista, a ex-ministra Dilma Rousseff.

“Essa nova classe média é eleitora do Lula, porque se beneficiou de três elementos-chave: aumento real do salário mínimo e da massa salarial e expansão do emprego com carteira”, diz o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).

Essa nova classe média é eleitora do Lula"
Marcus Figueiredo, cientista político

Outros analistas descartam que a classe média tenha fidelidade partidária. Relacionam o avanço social à manutenção, por Lula, da base do modelo econômico do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) _câmbio flutuante, metas de inflação e superávit fiscal (economia de recursos para pagar a dívida pública). Um trunfo em potencial para o pré-candidato tucano, ex-ministro de FHC e ex-governador de SP, José Serra.

“Não se sabe se essa nova classe média vai manter a lealdade em relação a Lula e ao PT de seus estratos de origem”, afirma o sociólogo Antonio Lavareda, que trabalhou nas campanhas presidenciais de FHC e com candidatos do PSDB e do DEM.

O voto das classes
Autor do livro "Emoções Ocultas e Estratégias Eleitorais", Lavareda analisou o voto por estrato de renda nas últimas cinco eleições presidenciais. Só encontrou um “voto de classe” em 1989, quando Fernando Collor perdeu na faixa superior a cinco salários mínimos, e em 2006, quando Lula perdeu entre quem ganhava mais de dez salários mínimos. Todas as classes sociais votaram de forma semelhante em 1994, 1998 e 2002.

Embora avalie como incerto o comportamento eleitoral da classe média, Lavareda diz acreditar que a divisão do voto por classes sociais tenha voltado em 2006 para ficar. “Vamos ter um voto sociologicamente diferenciado: votação expressiva do PT em camadas mais baixas e predomínio da oposição na parte superior da pirâmide social.”

Fonte: G1